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05 NOV · Nº 152

Tema escolhido ontem: Bolsa. Está na notícia 01.

Bom dia, cafeinado.

O Ibovespa interrompeu seis quedas seguidas e voltou aos 167 mil pontos, enquanto o Copom manteve a Selic em 13,75% e a Vibra surpreendeu no balanço. Vira o shot. ☕

Mercado

Preço

ontem

7d

12m

Ibovespa

167.564 ▲ 1.2%▼ 4.6%▲ 11.2%

S&P 500

7.689 ▲ 1.6%▼ 0.7%▲ 13.1%

Dólar

R$ 5,46 ▼ 0.5%▲ 2.1%▲ 1.2%

Bitcoin

US$ 80.628 ▲ 4.2%▲ 4.4%▼ 22.4%

Selic

13,75%

No shot de hoje · toque pra pular

📈Ibovespa volta a subir após seis quedas01↓
⛽Vibra lucra R$ 2,4 bi e supera projeções02↓
🏦Copom mantém Selic em 13,75%03↓
🏠Imóveis sobem acima da inflação em 202604↓
⛏️Viridis garante comprador de terras raras05↓
 

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01  A manchete  escolha dos leitores↑ índice

Ibovespa volta a subir após seis quedas e retoma os 167 mil pontos

O Ibovespa encerrou a quarta-feira (4) em alta de 1,2%, aos 167.563 pontos, e interrompeu uma sequência de seis quedas seguidas. Com o avanço, a perda na semana caiu para 0,2%, e o índice voltou a acumular alta de 4% no ano.

O movimento acompanhou o bom humor nos mercados globais, depois da vitória do partido democrata sobre o republicano de Donald Trump nos Estados Unidos. O dólar andou na direção oposta e recuou, fechando o dia a R$ 5,45. A alta já se desenhava desde o início do dia, puxada pela recuperação de papéis de peso.

No ambiente doméstico, o impulso adicional veio à tarde, com a notícia de que o presidente Lula fará um pronunciamento focado em medidas de ajuste fiscal. O pregão também foi marcado pela expectativa em torno da decisão de juros do Copom, anunciada depois do encerramento das negociações.

Nem todo papel acompanhou o índice. A BB Seguridade (BBSE3) caiu 7,45%, cotada a R$ 37,75, após um balanço com lucro gerencial recorrente de R$ 2,4 bilhões, acima do consenso, mas 5,1% menor que o do terceiro trimestre de 2025. O InfoMoney também registrou forte baixa de Petrobras no dia.

A Carteira Valor de novembro mostra o clima entre os analistas: apenas 35 papéis foram recomendados, o menor número desde março de 2018. A Petrobras assumiu o topo da lista, indicada por nove casas, e as exportadoras viraram o setor favorito.

A alta mostra que o humor lá fora e os sinais fiscais daqui seguem mandando no índice, e pesa na hora de decidir entre comprar ou esperar.

Fonte: Valor Investe

Dois lados da xícara

▲ Ganha

Investidores em ações brasileiras, que viram o Ibovespa subir 1,2% e o dólar recuar a R$ 5,45.

▼ Perde

Acionistas da BB Seguridade, cujas ações caíram 7,45% mesmo com lucro de R$ 2,4 bilhões.

 
 
02  Resultados↑ índice

Vibra lucra R$ 2,4 bi no 3º tri e supera projeções de analistas

A Vibra (VBBR3), maior distribuidora de combustíveis do país, reportou lucro líquido ajustado de R$ 2,4 bilhões no terceiro trimestre, mais de quatro vezes o resultado de um ano antes. Analistas esperavam, em média, R$ 1,8 bilhão, segundo dados da LSEG.

O Ebitda ajustado chegou a R$ 4,3 bilhões, mais do que o dobro dos R$ 1,8 bilhão do terceiro trimestre de 2025 e acima dos R$ 3,8 bilhões projetados pelo mercado. O resultado financeiro negativo caiu 45%, para R$ 359 milhões.

O desempenho teve apoio de vendas maiores: o volume subiu 4% e a receita líquida ajustada cresceu 17%, para R$ 56,9 bilhões. Esse faturamento, porém, ficou um pouco abaixo da expectativa média de R$ 57,9 bilhões. Na comparação com as projeções, lucro e Ebitda vieram acima e só a receita ficou abaixo, sinal de que a melhora também se apoiou em despesa financeira menor.

A empresa adicionou 210 novos postos à rede entre julho e setembro e assinou 99 novos contratos no segmento corporativo. A dívida líquida terminou setembro em R$ 14,4 bilhões, queda de 23%, com alavancagem operacional de 1 vez.

A distribuidora entregou lucro e Ebitda acima do esperado e reduziu a dívida em 23%, um balanço mais forte do que o mercado projetava.

Fonte: InfoMoney

A dose exata

R$ 2,4 bi Lucro líquido ajustado da Vibra no terceiro trimestre, mais de quatro vezes o de um ano antes e acima dos R$ 1,8 bilhão esperados por analistas.

 

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Espresso

Cripto O Mercado Bitcoin libera na segunda-feira (9) o acesso às contas apenas para consulta de saldos e extratos, sem saques, transferências ou negociações nesta primeira etapa. →

Petróleo A Prio lucrou US$ 516,6 milhões no terceiro trimestre, alta de 707% sobre um ano antes, com mais produção, mais vendas e Brent em patamar maior. →

Loterias Ninguém acertou as seis dezenas da Mega-Sena 3081, e o prêmio acumulado para o sorteio de sexta-feira (6) está estimado em R$ 55 milhões. →

 
 
03  Juros↑ índice

Copom mantém a Selic em 13,75% e BC adota tom mais flexível

O Copom manteve a Selic em 13,75% ao ano na quarta-feira (4), em decisão unânime. A pausa interrompe o ciclo de calibração, depois de cinco reduções seguidas nos juros.

A manutenção era esperada pelo mercado. As projeções não indicavam 99% de chances, mas algo em torno de 70%, e ainda assim a decisão era dada como certa pelos agentes financeiros.

O que mudou foi o tom. Para Stephan Kautz, economista-chefe da EQI Investimentos, o Banco Central adotou um comunicado mais dovish, ou seja, mais flexível em relação aos juros.

Mesmo assim, a leitura do economista é que o Copom deve prolongar a pausa nos cortes da Selic, sem mostrar pressa para voltar a reduzir a taxa.

Como a decisão já foi assimilada pelos mercados, os investidores tentam antecipar a reação do Ibovespa, dos juros futuros e do dólar no pregão desta quinta-feira (5). O anúncio saiu depois do fechamento do pregão de quarta, de modo que a resposta de fato aparece hoje. Lá fora, o EWZ, fundo que replica o MSCI Brasil, entra no radar.

Sem pressa para cortar, a Selic deve ficar em 13,75% por mais tempo do que o tom mais brando do BC sugere.

Fonte: Money Times

 
 
04  Imóveis↑ índice

Imóveis sobem acima da inflação em 2026 e Vitória lidera, aponta FipeZAP

Os preços de venda residencial acumulam alta de 4,54% entre janeiro e outubro, acima dos 4,28% do IPCA/IPCA-15 no período, segundo o Índice FipeZAP divulgado nesta quinta-feira (5). Em 12 meses, a valorização é de 5,44%, contra inflação oficial de 4,82%.

O índice acompanha 56 cidades com base em anúncios na internet. A valorização em 2026 atingiu 54 delas, incluindo 21 das 22 capitais. Curitiba foi a única capital com leve retração, de 0,07%.

Vitória lidera, com 12,27%, seguida de Aracaju (11,24%), Manaus (8,88%) e Brasília (8,71%). O Rio de Janeiro subiu 4,99% e São Paulo, 3,00%, o que indica um movimento puxado por capitais fora do eixo Rio-SP, além de cidades do Nordeste e do Norte.

Em outubro, o indicador nacional subiu 0,48%, desacelerando frente aos 0,58% de setembro. Aracaju (1,99%), Brasília (1,85%) e Recife (1,49%) tiveram as maiores altas do mês, enquanto Curitiba (-0,43%), Belém (-0,59%) e Campo Grande (-1,72%) terminaram no negativo.

O preço médio de venda no país ficou em R$ 10.065/m². Na média das cidades monitoradas, um apartamento de 50 m² sai por cerca de R$ 503,2 mil.

Quem comprou imóvel em 2026 ganhou da inflação na média nacional, mas o resultado varia muito de cidade para cidade.

Fonte: Valor Investe

 
 
05  Mineração↑ índice

Viridis garante comprador para 70% das terras raras de projeto em MG

A Viridis Mining and Minerals anunciou na quarta-feira (4) um acordo vinculante de fornecimento de longo prazo com a Solvay para o projeto Colossus, em Poços de Caldas (MG). O contrato garante mercado para a maior parte da produção planejada de terras raras.

A Solvay comprará volumes mínimos de carbonato misto de terras raras (MREC) desde o início da produção, prevista para 2028, até o fim de 2034. Segundo a companhia australiana, esses volumes correspondem a cerca de 70% da produção projetada.

Combinados aos preços mínimos estabelecidos para os principais elementos magnéticos, os volumes sustentam uma receita mínima estimada em cerca de US$ 915 milhões entre 2029 e 2034, desde que os volumes acordados sejam entregues.

A Solvay também ganhou direito de primeira oferta sobre a produção restante de MREC do projeto até 2034, sem obrigação de comprar volumes além dos compromissos mínimos.

As empresas negociam ainda um acordo de licenciamento e serviços técnicos, pelo qual a Solvay fornecerá tecnologia e suporte para a Viridis produzir no Brasil um MREC mais refinado e de maior valor agregado. A Viridis afirma que o contrato reduz um importante risco comercial e deve contribuir para a conclusão do financiamento por dívida.

O contrato com a Solvay é um passo para financiar o projeto e reforça a aposta em processar terras raras no Brasil.

Fonte: InfoMoney

 
 

No radar · a agenda de hoje

Hoje · Reação do Ibovespa, dos juros futuros e do dólar à Selic mantida em 13,75% e ao tom mais brando do Copom.

Hoje · Divulgação do Índice FipeZAP de outubro, com alta de 4,54% no acumulado de 2026.

Amanhã · Sorteio da Mega-Sena, com prêmio estimado em R$ 55 milhões.

Pra viagem

Compare o preço do m² da sua cidade na tabela do FipeZAP com a média nacional de R$ 10.065 antes de negociar ou anunciar um imóvel.

Entre juros parados, imóveis que sobem e uma bolsa que respira, o dia parece um mercado à espera do próximo sinal. Resta saber se ele vem de dentro ou de fora.

 
 
 
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A13,25% ao ano
B13,75% ao ano
C14,25% ao ano
D12,75% ao ano

Veja o ranking de quem mais acerta →

 
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3 minutos, antes do café esfriar

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