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Bom dia, cafeinado.
A temporada de balanços do 2º trimestre engatou de vez ontem, com Itaúsa, Movida, Natura e SBF divulgando números bem diferentes entre si, mas o fato que mexeu mais com o mercado corporativo veio de fora dessa lista: a JBS anunciou a troca de comando global para 2027. Café tomado, agenda no radar. Vira o shot. ☕
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Mercado
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Preço |
ontem | 7d | 12m |
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Ibovespa |
172.180 |
▼ 0.2% | ▼ 3.3% | ▲ 27.0% |
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S&P 500 |
7.753 |
▼ 0.1% | ▲ 2.0% | ▲ 21.6% |
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Dólar |
R$ 5,11 |
▲ 0.5% | ▲ 0.1% | ▼ 6.0% |
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Bitcoin |
US$ 64.071 |
▼ 1.2% | ▼ 0.8% | ▼ 46.0% |
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No shot de hoje | 🧴 | Natura: lucro derrete 82% |
| 🚗 | Movida dobra lucro e mira 3T |
| 💊 | Remédio em marketplace mais perto |
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I · A Manchete
JBS anuncia Wesley Batista Filho como novo CEO global
A JBS confirmou que Wesley Batista Filho, de 34 anos, assume como CEO global da companhia a partir de 2027. Filho de Wesley Batista, um dos controladores da empresa, ele substituirá Gilberto Tomazoni, que estava no cargo há oito anos à frente da maior processadora de proteína animal do mundo. A troca marca a entrada de uma nova geração da família fundadora no comando executivo da companhia, justamente num momento em que a JBS consolidou sua listagem dupla em Nova York e São Paulo depois de anos de disputa regulatória e reputacional envolvendo a Operação Lava Jato e os antigos controladores. Tomazoni ficou conhecido por conduzir a companhia durante a pandemia, a listagem nos EUA e uma fase de expansão internacional agressiva, incluindo aquisições em proteína bovina e de alimentos processados fora do Brasil. A sucessão programada com um ano de antecedência sinaliza planejamento, mas também acende a atenção do mercado sobre até que ponto a governança da JBS segue dependente da família Batista, tema sensível para investidores institucionais desde os escândalos da década passada.
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Por que importa
A troca de comando de uma das maiores empresas de alimentos do mundo, com CEO ainda da família controladora, é o tipo de sinal que investidores de ações e crédito da JBS vão monitorar de perto até 2027. |
Exame Invest →
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O número do dia
82%
Foi a queda do lucro líquido da Natura no 2º trimestre, para R$ 35 milhões, resultado bem abaixo do esperado e puxado pela fraqueza no Brasil, mesmo com alta nos mercados hispânicos.
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II · O Essencial
 Balanços
Natura vê lucro derreter 82% no 2º tri A Natura fechou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 35 milhões, queda de 82% ante o mesmo período de 2025. O Ebitda também caiu, 5,9%, para R$ 620 milhões, mostrando que a pressão não ficou só na última linha do balanço. Segundo a Exame Invest, o Brasil foi o principal responsável pelo tombo na receita, enquanto os mercados hispânicos da companhia registraram alta no período, funcionando como contrapeso parcial ao resultado. Apesar do lucro fraco, a margem Ebitda veio acima do que o Citi projetava, o que ajuda a explicar por que o mercado pode reagir de forma menos negativa do que o número de lucro isolado sugere.
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O que significa: Quem acompanha Natura precisa separar o desempenho doméstico, que segue fraco, da operação internacional, que está seguindo em direção oposta. |
Money Times →
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 Balanços
Movida dobra lucro e já projeta salto no 3º tri A Movida encerrou o segundo trimestre com lucro líquido de R$ 136 milhões, o dobro do resultado do balanço anterior. A empresa já sinalizou ao mercado o que espera pela frente: lucro entre R$ 130 milhões e R$ 150 milhões no terceiro trimestre, novamente o dobro do que registrou no mesmo período de 2025 (R$ 70 milhões). A companhia, controlada pela holding Simpar, também deu uma prévia dos primeiros nove meses do ano, indicando trajetória de recuperação consistente no negócio de aluguel de carros. O guidance direto ao mercado, incomum em divulgações trimestrais, mostra confiança da administração na continuidade da melhora operacional, não apenas em um trimestre isolado.
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O que significa: Para quem tem ação da Movida ou do setor de locação, a companhia está sinalizando que a recuperação não foi pontual e deve seguir no próximo trimestre. |
Money Times →
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 Balanços
Itaúsa lucra R$ 4,3 bi e define pagamento bilionário A Itaúsa fechou o segundo trimestre com lucro líquido de R$ 4,3 bilhões, alta de 7% ante o mesmo período do ano passado, com retorno recorrente sobre o patrimônio líquido médio de 18,7%. A holding, que tem participações em empresas como Motiva, Aegea, Alpargatas e Dexco, atribuiu o resultado ao desempenho sólido das investidas. No mesmo dia, a companhia bateu o martelo sobre a distribuição de proventos: pagará R$ 2,8 bilhões em juros sobre capital próprio em 28 de agosto, referentes a dois pagamentos distintos anunciados no documento enviado ao mercado. A combinação de lucro em alta com data de pagamento já definida tende a agradar o investidor de dividendos, público historicamente relevante na base de acionistas da Itaúsa.
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O que significa: Quem tem ITSA4 na carteira já sabe quando vai cair o dinheiro: 28 de agosto, com valor bilionário confirmado. |
InfoMoney →
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 Regulação
Venda de remédios em marketplace fica mais perto A Anvisa revogou todas as resoluções e medidas provisórias que proibiam a venda de medicamentos por marketplaces como Shopee, Rappi, iFood, Mercado Livre e Americanas. O movimento aproxima a liberação definitiva desse tipo de venda no país. A revogação acontece na esteira da lei 15.357, sancionada em março deste ano, que já abria caminho regulatório para essa mudança no modelo de venda de medicamentos no Brasil. Segundo o Brazil Journal, a decisão da Anvisa deve intensificar a pressão competitiva sobre as farmácias físicas e digitais tradicionais, que até aqui operavam sem a concorrência direta dos grandes marketplaces nesse segmento.
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O que significa: Para o consumidor, mais canais para comprar remédio; para farmácias e redes como Raia Drogasil, um concorrente novo e grande entrando no jogo. |
Brazil Journal →
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