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Shot Matinal · 06h

11 AGO · Nº 065

Bom dia, cafeinado.

A temporada de balanços do 2º trimestre engatou de vez ontem, com Itaúsa, Movida, Natura e SBF divulgando números bem diferentes entre si, mas o fato que mexeu mais com o mercado corporativo veio de fora dessa lista: a JBS anunciou a troca de comando global para 2027.

Café tomado, agenda no radar. Vira o shot. ☕

Mercado

Preço

ontem

7d

12m

Ibovespa

172.180 ▼ 0.2%▼ 3.3%▲ 27.0%

S&P 500

7.753 ▼ 0.1%▲ 2.0%▲ 21.6%

Dólar

R$ 5,11 ▲ 0.5%▲ 0.1%▼ 6.0%

Bitcoin

US$ 64.071 ▼ 1.2%▼ 0.8%▼ 46.0%

No shot de hoje

🥩JBS troca CEO global
🧴Natura: lucro derrete 82%
🚗Movida dobra lucro e mira 3T
🏦Itaúsa lucra R$ 4,3 bi
💊Remédio em marketplace mais perto
  

I · A Manchete

JBS anuncia Wesley Batista Filho como novo CEO global

A JBS confirmou que Wesley Batista Filho, de 34 anos, assume como CEO global da companhia a partir de 2027. Filho de Wesley Batista, um dos controladores da empresa, ele substituirá Gilberto Tomazoni, que estava no cargo há oito anos à frente da maior processadora de proteína animal do mundo.

A troca marca a entrada de uma nova geração da família fundadora no comando executivo da companhia, justamente num momento em que a JBS consolidou sua listagem dupla em Nova York e São Paulo depois de anos de disputa regulatória e reputacional envolvendo a Operação Lava Jato e os antigos controladores.

Tomazoni ficou conhecido por conduzir a companhia durante a pandemia, a listagem nos EUA e uma fase de expansão internacional agressiva, incluindo aquisições em proteína bovina e de alimentos processados fora do Brasil.

A sucessão programada com um ano de antecedência sinaliza planejamento, mas também acende a atenção do mercado sobre até que ponto a governança da JBS segue dependente da família Batista, tema sensível para investidores institucionais desde os escândalos da década passada.

Por que importa

A troca de comando de uma das maiores empresas de alimentos do mundo, com CEO ainda da família controladora, é o tipo de sinal que investidores de ações e crédito da JBS vão monitorar de perto até 2027.

Exame Invest →

O número do dia

82%

Foi a queda do lucro líquido da Natura no 2º trimestre, para R$ 35 milhões, resultado bem abaixo do esperado e puxado pela fraqueza no Brasil, mesmo com alta nos mercados hispânicos.

  

II · O Essencial

Balanços

Natura vê lucro derreter 82% no 2º tri

A Natura fechou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 35 milhões, queda de 82% ante o mesmo período de 2025. O Ebitda também caiu, 5,9%, para R$ 620 milhões, mostrando que a pressão não ficou só na última linha do balanço.

Segundo a Exame Invest, o Brasil foi o principal responsável pelo tombo na receita, enquanto os mercados hispânicos da companhia registraram alta no período, funcionando como contrapeso parcial ao resultado.

Apesar do lucro fraco, a margem Ebitda veio acima do que o Citi projetava, o que ajuda a explicar por que o mercado pode reagir de forma menos negativa do que o número de lucro isolado sugere.

O que significa: Quem acompanha Natura precisa separar o desempenho doméstico, que segue fraco, da operação internacional, que está seguindo em direção oposta.

Money Times →

 

Balanços

Movida dobra lucro e já projeta salto no 3º tri

A Movida encerrou o segundo trimestre com lucro líquido de R$ 136 milhões, o dobro do resultado do balanço anterior. A empresa já sinalizou ao mercado o que espera pela frente: lucro entre R$ 130 milhões e R$ 150 milhões no terceiro trimestre, novamente o dobro do que registrou no mesmo período de 2025 (R$ 70 milhões).

A companhia, controlada pela holding Simpar, também deu uma prévia dos primeiros nove meses do ano, indicando trajetória de recuperação consistente no negócio de aluguel de carros.

O guidance direto ao mercado, incomum em divulgações trimestrais, mostra confiança da administração na continuidade da melhora operacional, não apenas em um trimestre isolado.

O que significa: Para quem tem ação da Movida ou do setor de locação, a companhia está sinalizando que a recuperação não foi pontual e deve seguir no próximo trimestre.

Money Times →

 

Balanços

Itaúsa lucra R$ 4,3 bi e define pagamento bilionário

A Itaúsa fechou o segundo trimestre com lucro líquido de R$ 4,3 bilhões, alta de 7% ante o mesmo período do ano passado, com retorno recorrente sobre o patrimônio líquido médio de 18,7%. A holding, que tem participações em empresas como Motiva, Aegea, Alpargatas e Dexco, atribuiu o resultado ao desempenho sólido das investidas.

No mesmo dia, a companhia bateu o martelo sobre a distribuição de proventos: pagará R$ 2,8 bilhões em juros sobre capital próprio em 28 de agosto, referentes a dois pagamentos distintos anunciados no documento enviado ao mercado.

A combinação de lucro em alta com data de pagamento já definida tende a agradar o investidor de dividendos, público historicamente relevante na base de acionistas da Itaúsa.

O que significa: Quem tem ITSA4 na carteira já sabe quando vai cair o dinheiro: 28 de agosto, com valor bilionário confirmado.

InfoMoney →

 

Regulação

Venda de remédios em marketplace fica mais perto

A Anvisa revogou todas as resoluções e medidas provisórias que proibiam a venda de medicamentos por marketplaces como Shopee, Rappi, iFood, Mercado Livre e Americanas. O movimento aproxima a liberação definitiva desse tipo de venda no país.

A revogação acontece na esteira da lei 15.357, sancionada em março deste ano, que já abria caminho regulatório para essa mudança no modelo de venda de medicamentos no Brasil.

Segundo o Brazil Journal, a decisão da Anvisa deve intensificar a pressão competitiva sobre as farmácias físicas e digitais tradicionais, que até aqui operavam sem a concorrência direta dos grandes marketplaces nesse segmento.

O que significa: Para o consumidor, mais canais para comprar remédio; para farmácias e redes como Raia Drogasil, um concorrente novo e grande entrando no jogo.

Brazil Journal →

Quem banca a edição de hoje

The Next Breakout Might Be in Your Pocket

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*Please read the offering circular and related risks at invest.modemobile.com.

Mode Mobile recently received their ticker reservation with Nasdaq ($MODE), indicating an intent to IPO in the next 24 months. An intent to IPO is no guarantee that an actual IPO will occur.

The Deloitte rankings are based on submitted applications and public company database research, with winners selected based on their fiscal-year revenue growth percentage over a three-year period.

O clique de apoio mantém a edição gratuita

  

Rápidas

Cosan A Moody's rebaixou o rating da Cosan para A+.br citando deterioração de crédito na Raízen, com perspectiva negativa mantida.

SBF O Grupo SBF, dono da Centauro, lucrou R$ 141,9 milhões no 2º tri, alta de 62,7%, puxado pelo impulso da Copa do Mundo.

Política Hugo Motta declarou que ele e o Republicanos da Paraíba apoiarão a reeleição de Lula.

  

III · No Radar · a agenda de hoje

Hoje · Mercado de olho na divulgação do IPCA e da ata do Copom, que já pressionaram os juros futuros na véspera.

Hoje · Dólar segue voláteis após fechar a R$ 5,111 ontem, com tensão entre EUA e Irã no Estreito de Ormuz no radar externo.

Amanhã · Mercado deve reagir à sequência de balanços do 2º tri divulgados nesta segunda, com destaque para Natura, Movida e Itaúsa.

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Quem vai assumir o cargo de CEO global da JBS a partir de 2027?

AGilberto Tomazoni
BWesley Batista
CWesley Batista Filho
DAndré Cazotto

Defenda seu título de {{titulo_quiz | Acumulador (3 acertos seguidos garantem o primeiro)}}.

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