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Bom dia, cafeinado.
A semana fechou com o Ibovespa acumulando queda de 3,23% e o real perdendo força diante da corrida presidencial que já começa a mexer com o apetite de investidores estrangeiros. Do outro lado do mundo, Nvidia e OpenAI avançam num acordo bilionário para data centers. Vira o shot. ☕
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Mercado
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Preço |
ontem | 7d | 12m |
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Ibovespa |
166.934 |
▼ 0.1% | ▼ 3.2% | ▲ 22.4% |
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S&P 500 |
7.786 |
▼ 0.2% | ▲ 0.4% | ▲ 20.7% |
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Dólar |
R$ 5,21 |
▲ 0.3% | ▲ 2.6% | ▼ 3.3% |
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Bitcoin |
US$ 63.050 |
▲ 0.1% | ▼ 1.3% | ▼ 46.3% |
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Selic |
14,00% |
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No shot de hoje | 💱 | Real sob pressão eleitoral |
| 📉 | Ibovespa cai 9 pregões seguidos |
| 🏦 | Bancos travam crédito para baixa renda |
| 🖥️ | Nvidia investe em data center da OpenAI |
| 🏥 | Oncoclínicas dispara prejuízo |
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I · A Manchete
Investidores fogem do real com sombra da reeleição de Lula no radar
A dois meses das eleições, o mercado começou a embutir um prêmio eleitoral no real depois de meses comprado na moeda brasileira. O gatilho, segundo o Money Times, veio de um relatório do JP Morgan que reacendeu o debate sobre os riscos fiscais de um novo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva. O movimento não vem sozinho. O Ibovespa encerrou a semana em queda de 3,23%, aos 166.934,20 pontos, com nove pregões consecutivos de perdas, a pior sequência desde agosto de 2023. A fuga de capital estrangeiro foi o principal motor da desvalorização, segundo o Money Times. Ao mesmo tempo, o pano de fundo fiscal reforça a cautela: o déficit público nominal já bateu 10% do PIB, segundo artigo de opinião do Brazil Journal, um número que deixou de ser preocupação só de economista para virar tema de disputa eleitoral. O texto aponta o arcabouço fiscal como uma âncora que na prática flutua conforme a conveniência política. Reflexo direto desse ambiente: bancos brasileiros estão mais seletivos. Segundo o Money Times, as maiores instituições do país reforçaram a postura defensiva, migrando para produtos com garantia e priorizando clientes de renda mais alta, mesmo com o mercado de trabalho ainda resistente. Para o investidor de varejo, o recado é de atenção redobrada: o câmbio e a bolsa devem seguir reagindo a cada nova pesquisa e a cada sinal fiscal do governo até outubro.
Quando o mercado precifica risco eleitoral no câmbio e no crédito, o efeito chega no bolso de quem financia carro, casa ou cartão.
Fonte: Money Times
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O número do dia
10% do PIB
É o tamanho do déficit público nominal do Brasil, segundo artigo de opinião do Brazil Journal, número que passou a preocupar não só economistas como também o mercado eleitoral.
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II · O Essencial
 Mercados
Bancos apertam o crédito para quem ganha menos Os maiores bancos do país estão redobrando a cautela na concessão de crédito, com foco em produtos com garantia e em clientes de renda mais alta. A informação é do Money Times, que aponta o movimento como continuidade de uma migração já em curso. O pano de fundo é a deterioração das finanças das famílias brasileiras, mesmo com um mercado de trabalho ainda forte e uma economia que segue superando expectativas nos números oficiais. A postura defensiva reflete uma leitura de risco crescente: bancos preferem menos exposição a clientes de baixa renda justamente quando o cenário fiscal e eleitoral fica mais incerto. Para quem depende de crédito pessoal ou financiamento sem garantia, o acesso deve ficar mais difícil e mais caro nos próximos meses.
Crédito mais restrito para quem tem menor renda tende a encarecer o consumo financiado justamente num momento de cautela econômica.
Fonte: Money Times
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 Tech
Nvidia estuda investir US$ 3 bi em data center da OpenAI A Nvidia planeja investir cerca de US$ 3 bilhões em um acordo para construção de um centro de dados da OpenAI em Ohio, segundo informações do The Information reproduzidas pelo InfoMoney. A ideia é que a fabricante de chips banque metade do valor total no momento da assinatura do contrato, consolidando ainda mais sua presença na infraestrutura de inteligência artificial. O movimento reforça a estratégia da Nvidia de não apenas vender processadores, mas também participar diretamente do financiamento da expansão de data centers dos principais clientes de IA generativa. Para o mercado, é mais um sinal de que a corrida por infraestrutura de IA segue exigindo capital pesado, com fabricantes de chips virando também investidores estratégicos de seus próprios clientes.
A Nvidia deixa de ser só fornecedora e passa a financiar diretamente a expansão da OpenAI, um modelo que pode se repetir com outros players de IA.
Fonte: InfoMoney
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 Empresas
Oncoclínicas vê prejuízo saltar 234% no trimestre A Oncoclínicas reportou prejuízo de R$ 475,7 milhões no segundo trimestre de 2026, alta de 234% frente ao mesmo período do ano anterior, quando o prejuízo foi de R$ 142 milhões, segundo documento enviado ao mercado e citado pelo Money Times. A companhia, que já vinha enfrentando momento delicado na Bolsa, atribuiu parte da piora a ajustes contábeis classificados como significativos no próprio balanço. O resultado reforça a pressão sobre uma empresa que vinha sendo monitorada de perto por investidores diante de sinais recorrentes de dificuldade financeira. Para acionistas, o número acende alerta sobre a sustentabilidade do modelo de negócio da rede de oncologia num cenário de bolsa já nervosa com o cenário macro.
Prejuízo bilionário e ajustes contábeis relevantes tendem a manter a ação sob pressão e o papel no radar de quem já estava desconfiado.
Fonte: Money Times
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 Geopolítica
BP volta à Venezuela após saída de Maduro A BP anunciou acordos com o novo governo da Venezuela para exploração e produção de petróleo, tornando-se mais uma gigante do setor a formalizar o retorno ao país após a queda de Nicolás Maduro em janeiro, segundo o Brazil Journal. O anúncio aconteceu durante visita da CEO da petroleira britânica, Meg O'Neill, a Caracas, marcando um movimento simbólico de reaproximação com o setor energético venezuelano. Em paralelo ao avanço na Venezuela, a companhia também sinalizou que vai reduzir sua presença no Mar do Norte, reorganizando o portfólio global de ativos. O caso ilustra como a mudança política em Caracas já reabre as portas do país para grandes petroleiras internacionais, num realinhamento que pode redesenhar o mapa de produção de óleo na América Latina.
A volta de gigantes do petróleo à Venezuela sinaliza uma reabertura relevante do mercado energético latino-americano após anos de isolamento do país.
Fonte: Brazil Journal
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