Ibovespa cai pela 11ª sessão seguida e dólar sobe a R$ 5,22
O Ibovespa fechou nesta terça-feira (18) com queda de 0,27%, aos 166.334,86 pontos, a 11ª sessão seguida no vermelho. A alta de Petrobras (PETR4) limitou as perdas do dia, mas não reverteu a sequência negativa, que já acumula 6,5% de perdas segundo o Valor Investe. O dólar à vista subiu 0,40% e fechou a R$ 5,2216, pressionado pelos desdobramentos no Oriente Médio, que também empurraram o petróleo para cima no mercado internacional. O mercado local segue de olho no cenário eleitoral, na PEC 6x1 e na cena fiscal. Por trás da queda da bolsa está a saída gradual do capital estrangeiro que embalou o Ibovespa até perto dos 200 mil pontos no início do ano. Sem esse fluxo, o índice perdeu o fôlego e ainda não encontrou um ponto de apoio claro. As taxas dos DIs fecharam perto da estabilidade nesta terça, com os agentes evitando movimentos maiores à espera da ata do Federal Reserve, que pode sinalizar o próximo passo dos juros americanos. A pergunta que fica agora é quem ocupa o espaço deixado pelo estrangeiro na bolsa brasileira, se o investidor institucional local, os fundos ou o varejo, num momento em que o dólar mais caro já pesa no bolso de quem importa ou viaja.
A bolsa em queda seguida e o dólar subindo juntos mexem no valor de investimentos em real e no custo de produtos e viagens ao exterior.
Fonte: Money Times
Dois lados da xícara ▲ Ganha Petrobras (PETR4), cuja alta segurou parte das perdas do Ibovespa no dia | ▼ Perde Investidor com carteira na bolsa brasileira, que já soma 11 sessões seguidas de queda e dólar mais caro |
|
|
|
Quem segura os R$ 4,8 bilhões em títulos da Casas Bahia
 O Grupo Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial no domingo (16), e uma das frentes mais observadas agora é quem detém os R$ 4,8 bilhões em títulos de crédito privado da companhia, segundo dados da plataforma Vitrify obtidos pelo Valor Investe. Parte dessa dívida começaria a vencer em março do próximo ano, mas a recuperação judicial suspende as cobranças e abre uma disputa longa entre credores, acionistas e a diretoria da empresa. Os detentores finais dessas dívidas incluem os bancos coordenadores que fizeram a emissão, fundos de investimento, empresas e, em menor proporção, investidores individuais que compraram os papéis diretamente ou via fundos. O caso deve levar meses até uma definição, e a exposição por fundo é o dado que investidores de renda fixa privada estão rastreando agora para medir o próprio risco na carteira.
Quem tem fundo de crédito privado na carteira pode estar exposto à Casas Bahia sem saber, e o calendário de pagamento muda com a recuperação judicial.
Fonte: Valor Investe
A dose exata A dívida da Casas Bahia em títulos de crédito privado soma R$ 4,8 bilhões, parte dela vencendo já em março do ano que vem. |
|
|